quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Abaixo link para o Programa Missão Casa, quadro EM CASA COM O ARQUITETO, onde a jornalista Simone Bobsin visitou o meu apartamento.

A qualidade do vídeo não é muita coisa... mas dá pra ter uma ideia como o programa ficou legal.
http://www.youtube.com/watch?v=AzZmyEmGmzM&feature=g-upl

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Livraria Selexyz Dominicanen



Essa incrível livraria ocupa uma antiga igreja dominicana construída no século 13, localizada em Maastrich, nos Países Baixos. O projeto é dos arquitetos Merks+Girod Architecten. O prédio foi restaurado e adaptado - mas sem perder os traços originais. Este deixou de ser utilizado como igreja já em 1794, passando a ser utilizado com fins militares, depois de confiscado pelo exército de Napoleão.

Com arquitetura gótica, a livraria Selexyz Dominicanen estimula a cultura da leitura, através de um ambiente que propicia a interação leitor/livros. São inúmeras as quantidades de prateleiras formando corredores, fazendo um excelente uso do amplo espaço de 750 metros quadrados de área (de um total de 1200m quadrados).
Móveis modernos deixam o clima do local mais leve e agradável devido ao seu design funcional. A sensação é de uma viagem no tempo. É possível ficar horas admirando as belíssimas pinturas no teto e analisar todos os detalhes da construção, a exemplo das longas janelas de vidro, característicos da Idade Média.
O local ainda oferece uma área de café muito recomendada pelos guias turísticos da região, e comercializa não apenas livros, mas também revistas, jornais, cartões-postais e até mesmo Moleskines. A delirante Selexyz Dominicanen foi eleita a melhor livraria do mundo pelo The Guardian, em 2008. Os arquitetos da Merks+Girod Architecten venceram o tradicional prêmio "Lensvelt de Architect", pelo extraordinário design interior da construção.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O WABI-SABI NA ARQUITETURA


Wabi = aceitação, memória, desapego
Sabi = inguagem visual 
 
O Wabi-Sabi é a arte da imperfeição, a arte de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito. É uma filosofia japonesa, um conceito oriental que marca um caminho estético.

Esta expressão os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo em si é quase que intraduzível, mas consiste em ver as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.


Um pouco da história: contam que o conceito surgiu no século 15. Um jovem, Rikyu, queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e procurou o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o jardim impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre, Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Os mestres japoneses, com a cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo perceberam que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.

Considera-se, na arquitetura, o Wabi-Sabi como o slow food dos objetos. Uma forma de rearranjá-los, nos convidando à uma percepção mais fina do que move nossas escolhas materiais. O silêncio indo em oposição às soluções seriadas. Ao traduzir este pensamento, ou memória, ou espírito – damos sentido ao MORAR.

Precisamos ver a beleza que há em cultivar o que o tempo levou anos para construir, em realizar trabalhos enraizados na história e na cultura de uma pessoa, povo ou lugar.


Seus adeptos perceberam a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo - uma única rosa solta no vaso, as manchas de um espelho que pertenceu à bisavó… coisas simples que transmitem energias positivas e espiritualidade à casa.


Algumas características do movimento:
- espontaneidade;
- expermentalismo;
- orgânico, não-sintético;
- materiais naturais: madeira envelhecida, pedra, barro, lã, algodão cru, linho, caxemira, papel de arroz - em vez de materiais artificiais e/ou luxuosos: plástico laminado, mármore, placa de vidro, porcelana, poliéster, lycra;
- objetos com marcas naturais, ou do tempo;
- texturas;
- cores que se alteraram com o tempo;
- amplitude, respiração, ventilação e iluminação naturais.

Uma marca essencial do Wabi-Sabi: o silêncio. A arte do Wabi-Sabi se define pela esquecida faculdade de deixar que as coisas falem por si.

Fica então uma dica: que tal abrir os olhos para o estilo Wabi Sabi?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

MISSÃO CASA - CASA DO ARQUITETO




O programa Missão Casa, da TVCom veio gravar aqui em casa hoje o quadro CASA DO ARQUITETO. O programa deve estrear dia 23/07, às 21h30 no canal 36 da NET. Aguardem novas informações!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

MILÃO 2012 - Madeira, cores e neutralidade


A Fiera Milano, grande evento na área de design e arquitetura realizado todos os anos em Milão – é um verdadeiro teste de resistência para o público que visita os inúmeros pavilhões da Feira – ao mesmo tempo que deixa nosso cérebro a mil com as novidades em design de móveis e objetos, materiais e suas aplicações.

Neste ano, observei o destaque para as cores amarelo e vários tons de azul (que já vinham do ano anterior), e também dos vários tons de vermelho (coral, laranja...), pontuando a decoração dos ambientes.

A madeira marcou presença em praticamente todos os expositores. As lâminas sempre em tons neutros – do escuro ao claro – ou a própria madeira natural, na forma de demolição, muitíssimo recorrente nos ambientes.

Madeira e tons neutros



Madeira natural/demolição



Vermelhos pontuando a decoração


Amarelos



Azuis


Os cinzas e beges – na minha opinião a base de todo projeto de interiores – continuam com seu posto garantido, enquanto a iluminação pontual, suave, reforça o caráter urbano.

No Salone Satellite, estudantes, jovens designers, revelações e nomes já consolidados no mercado expuseram seus trabalhos naquele que é considerado o mais importante evento de design do mundo. Muitos brasileiros marcaram presença neste pavilhão. É uma vitrine para novos investidores do setor.

O brasileiro Sérgio Matos



Os pavilhões da feira, por Massimiliano Fuksas


Criatividade nos stands – caixas de tomates fazem as vezes de fechamento



Cores e inovação na forma de utilizar os objetos


O maravilhoso Duomo de Milão


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Microgeração de Energia Elétrica Presente no Ambiente Fachada e Boulevard da Casa Cor


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o texto da resolução que trata da micro e mini geração de energia elétrica, a qual se baseia, principalmente, na instalação de placas solares fotovoltaicas ou minigeradores eólicos em residências, para geração complementar de energia elétrica.

A resolução permitirá que o cidadão continue a consumir a energia fornecida pela distribuidora, mas o medidor de sua casa também passa a contabilizar a energia gerada pelos painéis solares fotovoltaicos por exemplo. Na prática, o consumidor que possui um sistema fotovoltaico em sua residência ou negócio poderá ser conectado à rede normal de energia elétrica. Antes, esse mesmo consumidor era obrigado a instalar um banco de baterias em casa, encarecendo demais essa solução.

Na mostra Casa Cor a empresa parceira Neosun instalou 3 placas solares fotovoltáicas no telhado, como forma de produção de energia elétrica, com o intuito de alimentar parte da iluminação em LED da fachada e boulevard. Este sistema gera energia para a iluminação da mostra Casa Cor durante o dia, e a noite a iluminação da fachada é alimentada pela rede da Celesc, ou seja, durante o dia a Casa Cor consumiu menos energia do sistema da Celesc, compensando a energia consumida a noite.

O sistema funciona da seguinte forma:

  • A energia do sol é recebida e convertida em eletricidade pelo painel fotovoltáico.
  • O micro inversor acoplado ao painel fotovoltáico converte a energia de corrente contínua (DC) em corrente alternada (AC), dentro da qualidade exigida pela distribuidora.
  • A energia produzida é conduzida ao quadro elétrico, onde é distribuída para atendimento das cargas.


Mesmo quando não ocorrer produção de energia, as cargas serão atendidas normalmente através da rede local da distribuidora.


O sistema ainda possui capacidade de monitoração da energia produzida por cada painel ou do sistema completo, permitindo o acompanhamento da produção em bases diária, semanal, mensal e anual, além de apresentar ao usuário o total de CO2 evitado na atmosfera.

O sistema de monitoração pode ser acessado através de qualquer dispositivo com acesso a internet.

http://fachadadomirante.blogspot.com.br/2012/05/microgeracao-de-energia-eletrica.html