A artista carioca Adriana Varejão realiza sua primeira retrospectiva no Brasil. A exposição Histórias às margens é uma oportunidade única de ver as obras que integram grandes coleções internacionais de arte contemporânea, como o Guggenheim de NY, a Tate Modern de Londres e a Fundación "la Caixa" em Barcelona.
A arte de Adriana Varejão é muito forte. Suas histórias são narradas com carne, sangue e víceras, que irrompem em cenários que mimetizam painéis de azulejos, nos quais tudo deveria estar na mais perfeita ordem. Mas a verdadeira matéria de que são feitos é violência e exploração, crueldade e sofrimento.
Adriana cerca a história - seja do Brasil ou da arte brasileira - ao expor feridas que parecem nunca cicatrizar, e por isso persistem em incomodar.
"Entre verdades e simulações, limpeza e sujeira, história e releitura, vermelho do sangue e azul do céu, azulejo e rasgo, tela e simulacro, se move essa cartografia varejão". Lilia Moritz Schwarcz
Entevista com a artista:
http://www.youtube.com/watch?v=zq4VVflbLbM&feature=player_embedded
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Abaixo link para o Programa Missão Casa, quadro EM CASA COM O ARQUITETO, onde a jornalista Simone Bobsin visitou o meu apartamento.
A qualidade do vídeo não é muita coisa... mas dá pra ter uma ideia como o programa ficou legal.
http://www.youtube.com/watch?v=AzZmyEmGmzM&feature=g-upl
A qualidade do vídeo não é muita coisa... mas dá pra ter uma ideia como o programa ficou legal.
http://www.youtube.com/watch?v=AzZmyEmGmzM&feature=g-upl
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Livraria Selexyz Dominicanen
Essa incrível livraria ocupa uma antiga igreja dominicana construída no século 13, localizada em Maastrich, nos Países Baixos. O projeto é dos arquitetos Merks+Girod Architecten. O prédio foi restaurado e adaptado - mas sem perder os traços originais. Este deixou de ser utilizado como igreja já em 1794, passando a ser utilizado com fins militares, depois de confiscado pelo exército de Napoleão.
Com arquitetura gótica, a livraria Selexyz Dominicanen estimula a cultura da leitura, através de um ambiente que propicia a interação leitor/livros. São inúmeras as quantidades de prateleiras formando corredores, fazendo um excelente uso do amplo espaço de 750 metros quadrados de área (de um total de 1200m quadrados).
Móveis modernos deixam o clima do local mais leve e agradável devido ao seu design funcional. A sensação é de uma viagem no tempo. É possível ficar horas admirando as belíssimas pinturas no teto e analisar todos os detalhes da construção, a exemplo das longas janelas de vidro, característicos da Idade Média.
O local ainda oferece uma área de café muito recomendada pelos guias turísticos da região, e comercializa não apenas livros, mas também revistas, jornais, cartões-postais e até mesmo Moleskines. A delirante Selexyz Dominicanen foi eleita a melhor livraria do mundo pelo The Guardian, em 2008. Os arquitetos da Merks+Girod Architecten venceram o tradicional prêmio "Lensvelt de Architect", pelo extraordinário design interior da construção.
terça-feira, 17 de julho de 2012
O WABI-SABI NA ARQUITETURA
Wabi = aceitação, memória, desapego
Sabi = inguagem visual
O Wabi-Sabi é a arte da imperfeição, a arte de perceber a beleza que se
esconde nas frestas do mundo imperfeito. É uma filosofia japonesa, um conceito
oriental que marca um caminho estético.
Esta expressão os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo em si é quase que intraduzível, mas consiste em ver as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
Esta expressão os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo em si é quase que intraduzível, mas consiste em ver as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
Um pouco
da história: contam que o conceito surgiu no século 15. Um jovem, Rikyu, queria
aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e procurou o grande mestre
Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim.
Rikyu limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao
terminar, examinou cuidadosamente o jardim impecável, cada centímetro de areia
imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas ajeitadas. E
então, antes de apresentar o resultado ao mestre, Rikyu chacoalhou o tronco de
uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo
chão. Os mestres japoneses, com a cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo
e do zen budismo perceberam que a ação humana sobre o mundo deve ser tão
delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.
Considera-se, na arquitetura, o Wabi-Sabi como o slow food dos objetos. Uma forma de rearranjá-los, nos convidando à uma percepção mais fina do que move nossas escolhas materiais. O silêncio indo em oposição às soluções seriadas. Ao traduzir este pensamento, ou memória, ou espírito – damos sentido ao MORAR.
Precisamos ver a beleza que há em cultivar o que o tempo levou anos para construir, em realizar trabalhos enraizados na história e na cultura de uma pessoa, povo ou lugar.
Considera-se, na arquitetura, o Wabi-Sabi como o slow food dos objetos. Uma forma de rearranjá-los, nos convidando à uma percepção mais fina do que move nossas escolhas materiais. O silêncio indo em oposição às soluções seriadas. Ao traduzir este pensamento, ou memória, ou espírito – damos sentido ao MORAR.
Precisamos ver a beleza que há em cultivar o que o tempo levou anos para construir, em realizar trabalhos enraizados na história e na cultura de uma pessoa, povo ou lugar.
Seus
adeptos perceberam a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo
carinho do tempo - uma única rosa solta no vaso, as manchas de um espelho que
pertenceu à bisavó… coisas simples que transmitem energias positivas e
espiritualidade à casa.
Algumas características do movimento:
- espontaneidade;
- expermentalismo;
- orgânico, não-sintético;
- materiais naturais: madeira envelhecida, pedra, barro, lã, algodão cru, linho, caxemira, papel de arroz - em vez de materiais artificiais e/ou luxuosos: plástico laminado, mármore, placa de vidro, porcelana, poliéster, lycra;
- objetos com marcas naturais, ou do tempo;
- texturas;
- cores que se alteraram com o tempo;
- amplitude, respiração, ventilação e iluminação naturais.
Uma marca essencial do Wabi-Sabi: o silêncio. A arte do Wabi-Sabi se define pela esquecida faculdade de deixar que as coisas falem por si.
Fica então uma dica: que tal abrir os olhos para o estilo Wabi Sabi?
quarta-feira, 11 de julho de 2012
MISSÃO CASA - CASA DO ARQUITETO
O programa Missão Casa, da TVCom veio gravar aqui em casa hoje o quadro CASA DO ARQUITETO. O programa deve estrear dia 23/07, às 21h30 no canal 36 da NET. Aguardem novas informações!!!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O que você não viu... confere lá!
PROJEÇÃO MAPEADA
http://fachadadomirante.blogspot.com.br/2012/06/o-que-voce-nao-viu.html
PROJEÇÃO MAPEADA
http://fachadadomirante.blogspot.com.br/2012/06/o-que-voce-nao-viu.html
terça-feira, 5 de junho de 2012
MILÃO 2012 - Madeira, cores e neutralidade
A Fiera Milano, grande
evento na área de design e arquitetura realizado todos os anos em Milão – é um
verdadeiro teste de resistência para o público que visita os inúmeros pavilhões
da Feira – ao mesmo tempo que deixa nosso cérebro a mil com as novidades em
design de móveis e objetos, materiais e suas aplicações.
Neste ano, observei o
destaque para as cores amarelo e vários tons de azul (que já vinham do ano
anterior), e também dos vários tons de vermelho (coral, laranja...), pontuando
a decoração dos ambientes.
A madeira marcou
presença em praticamente todos os expositores. As lâminas sempre em tons
neutros – do escuro ao claro – ou a própria madeira natural, na forma de
demolição, muitíssimo recorrente nos ambientes.
Madeira e tons neutros
Madeira
natural/demolição
Vermelhos pontuando a
decoração
Amarelos
Azuis
Os cinzas e beges – na
minha opinião a base de todo projeto de interiores – continuam com seu posto
garantido, enquanto a iluminação pontual, suave, reforça o caráter urbano.
No Salone Satellite,
estudantes, jovens designers, revelações e nomes já consolidados no mercado
expuseram seus trabalhos naquele que é considerado o mais importante evento de
design do mundo. Muitos brasileiros marcaram presença neste pavilhão. É uma
vitrine para novos investidores do setor.
O brasileiro Sérgio
Matos
Os pavilhões da feira,
por Massimiliano Fuksas
Criatividade nos
stands – caixas de tomates fazem as vezes de fechamento
Cores e inovação na
forma de utilizar os objetos
O maravilhoso Duomo de
Milão
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